quarta-feira, 7 de outubro de 2009

2a edição do curso: Introdução à Primatologia (teórico/prático)




A bióloga Juliana N. Martins, juntamente com o Dr. Rodrigo Cambará Printes e o Msc. Guilherme B. Guzzo estarão ministrando a 2a edição do curso de Introdução à Primatologia (teórico/prático), promovido pelo Instituto Orbis de Proteção e Conservação na Natureza e apoiado pelo Diretório Acadêmico de Biologia da UCS.

O curso ocorre de 30 de outubro a 02 de novembro de 2009, na Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (FEPAGRO), em Fazenda Souza, Caxias do Sul, RS.


Informações/ Inscrições pelo site:

Instituto Orbis de Proteção e Conservação da Natureza: http://www.institutoorbis.org.br/

Registro de águia-chilena (Buteo melanoleucus) em Bom Jesus, RS.


Outro indivíduo da espécie Buteo melanoleucus foi avistado em Bom Jesus, RS, no dia 24 de setembro. A ave estava sobrevoando um capão de mata perto das 11 horas da manhã e foi avistada à tarde acima de outra mata da propriedade.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Dia 03 de setembro - Dia do Biólogo!

Parabéns a todos biólogos pelo seu dia. Continuem batalhando pela conservação da natureza e pela melhoria da qualidade de vida!





terça-feira, 1 de setembro de 2009

Registro de um indivíduo de águia-chilena (Buteo melanoleucus) em Caxias do Sul, RS.

Durante trabalho de campo na encosta do Rio das Antas, no Distrito de Criúva, em Caxias do Sul, RS, a bióloga Juliana Nascimento Martins avistou um indivíduo de águia-chilena (Buteo melanoleucus). O registro ocorreu no dia 20 de agosto, perto das 17 horas.
Esta espécie está na lista da fauna ameaçada de extinção no Rio Grande do Sul na categoria Vulnerável.



A águia-chilena é uma ave de rapina de grande porte, que pode medir até 2 metros de envergadura, de ocorrência incomum ao longo de sua distribuição geográfica, que, no Brasil, vai do Maranhão até o Rio Grande do Sul (Bencke et al, 2003).




Referência bibliográfica:
Bencke, G. A., C. S. Fontana; R. A. Dias; G. N. Maurício e J. K. F. Mähler, Jr. (2003) Aves, p. 189-479. Em: Fontana,C. S.; G. A. Bencke e R. E. Reis (2003) Livro vermelho da fauna ameaçada de extinção no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: EDIPUCRS.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Registro de macaco-prego em Caxias do Sul, RS.

No dia 29 de agosto do ano corrente, foi visualizado cerca de 5 indivíduos de macaco-prego (Cebus nigritus) no Distrito de Criúva, em Caxias do Sul, RS.
O registro foi feito pela bióloga Juliana Nascimento Martins e um vizinho da propriedade, que fica na encosta do Rio das Antas.
Os animais estavam se deslocando silenciosamente por trás de algumas árvores, rente a uma estrada da propriedade, quando foram avistados. Em seguida os animais se esconderam, não sendo possível o acompanhamento do grupo.
Esta espécie consta como Dados insuficientes (DD) no Livro Vermelho da Fauna Ameaçada de Extinção no Rio Grande do Sul. Uma espécie se encaixa nesta categoria quando não há informação suficiente para se fazer uma avaliação direta ou indireta do risco de extinção que está sujeito com base na sua distribuição e/ou situação pupulacional, mas existem fortes suspeitas de que sua situação merece maior atenção conservacionista (Fontana et al., 2003).


Referência bibliográfica:
Fontana, C. S., G. A. Bencke e R. E. Reis (2003) Livro vermelho da fauna ameaçada de extinção no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: EDIPUCRS.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Registros de veado-campeiro (Ozotocerus bezoarticus)

A equipe da Tecniflora observou 17 indivíduos de veado-campeiro (Ozotocerus bezoarticus) no Distrito de Silveira, em São José dos Ausentes, RS. Os animais foram avistados hoje no fim da tarde, sendo um grupo composto de 6 indivíduos, outro por 10 animais e um animal foi observado sozinho. Os veados estavam se alimentando em áreas com pastagem artificial.



Esta espécie está criticamente ameaçada de extinção no Estado do Rio Grande do Sul, e as principais ameaças para a espécie é a caça e a perda de hábitat.

Predação de pinus por macaco-prego


Durante a realização de uma vistoria em uma propriedade no município de Protásio Alves, RS, próximo a Nova Prata, foi registrada a predação de Pinus taeda pelo macaco-prego Cebus nigritus (Goldfuss, 1809).

A predação, tanto em Pinus spp. como em Araucaria angustifolia, pelo macaco-prego, caracteriza-se pela retirada do súber da árvore em sua porção superior. Isto é realizado com o auxílio das patas dianteiras e dentes do animal, prejudicando a condução de nutrientes para a parte superior da planta, o que leva ao apodrecimento e posterior queda desta região. Essa predação pode levar ainda à morte da árvore ou à perda de incremento anual, devido aos danos causados (KOEHLER & FIRKOWSKI, 1996 apud CARVALHO, 2007).

Segundo ROCHA (2000), Cebus nigritus é uma espécie com alto poder de adaptação, e que a escassez de recursos naturais pode ser um dos fatores que está influenciando diretamente no aumento da predação em Pinus spp., o que forçaria os animais a procurarem uma nova fonte de alimento.

No Livro vermelho da fauna ameaçada de extinção no Rio Grande do Sul (FONTANA et al., 2003), Cebus nigritus consta com status indefinido por insuficiência de dados, visto que não se sabe a atual distribuição da espécie no Estado.

Além do macaco-prego, temos duas espécies de bugios no RS, o bugio-ruivo (Alouatta guariba clamitans) no nordeste do Estado e o bugio-preto (Alouatta caraya) no oeste do RS. Ambos primatas estão vulneráveis à extinção no RS, situação agravada pelas mortes por febre amarela no ano corrente.


Juliana Nascimento Martins - Bióloga



Referências Bibliográficas:

FONTANA, C. S., G. A. Bencke e R. E. Reis (2003) Livro vermelho da fauna ameaçada de extinção no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: EDIPUCRS.

CARVALHO, D. R. J. de. 2008. Predaçăo em Pinus spp. por Cebus nigritus (Goldfuss, 1809) (Primates; Cebidae) na Regiăo Nordeste do Paraná - Brasil. Dissertação de Mestrado, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, PR.

ROCHA, V.J. 2000. Macaco-prego, como controlar esta nova praga florestal? Floresta, Curitiba, 30 (1-2): 95-99.